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PSDB tenta transformar derrota em vitória, com a ajuda da imprensa, claro.

novembro 1, 2010

Muito ainda vou escrever aqui sobre a coluna da ombuswoman da folha no final da campanha (publicado em luis Nassif http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-campanha-que-expos-a-midia-2). Uma verdadeira confissão, mas que ao mesno tempo serve a 3 propósitos 1)  atacar Lula, 2) a internet e o contraditório em geral e 3) ainda dizer que a folha foi equidistânte dos dois candidados.

Com todo o respeito, o Paul Singer tem um ótimo cérebro, mas péssimas gônadas.

Por enquanto, fiquemos com uma análise dos mitos da grande imprensa pela voz de Marcos Coimbra (também retirado do Nassif http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/tres-mitos-sobre-a-eleicao-de-dilma#more):

Três mitos sobre a eleição de Dilma

Enviado por luisnassif, dom, 31/10/2010 – 22:59

Por zanuja castelo branco

Três mitos sobre a eleição de Dilma

Marcos Coimbra 31 de outubro de 2010 às 19:25h

Marcos Coimbra desfaz falsas análises a respeito da eleição da petista

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.

Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.

Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.

Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos “especialistas” desde a noite de domingo.

O “economicismo” – O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo.

Consiste em explicá-la pelo velho bordão “é a economia, estúpido!”
É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.

Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre “é a economia, estúpido!”

Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.

É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela “com o bolso”.
Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.

Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).

A “segmentação” – O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.

Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.

Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre “dois Brasis”, opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.

Também não é verdade que Dilma foi “eleita pelos pobres”. Ou afirmar que Serra era o “candidato dos ricos”. Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socioeconômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.

As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.

Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil e não em razão de um segmento.

O “paternalismo” – O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do “paternalismo” e do “assistencialismo”. Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família.

Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.

As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.

Marcos Coimbra

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

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O fim da imprensa.

abril 8, 2008

O Senador Alvaro Dias, criador do dossiê contra FHC e D. Ruth (que se deixou cavalgar na sujeira) diz que não é 007. Não, é só um homenzinho safado (estou aliviando, pois o presidente da OAB o considera criminoso) que armou uma arapuca em conluio com uma imprensa suja e mal intencionada, interessada em fazer com que o Brasil seja comandado por coronéis e que odeiam o fato de que Lula está libertando a todos desse jugo do passado.

Parece panfletário o texto acima? A diferença entre o meu texto eo que se lê na mídia vendida é que o meu tem algum fundo de verdade. Ora, eu apenas digo, do meu lado, o que eu acho de acordo com os fatos que conheço. Diferente da Folha de São Paulo ou de O Globo. O que me leva a afirmar que o homenzinho Dias criou o dossiê é a mesma lógica que a Folha de São Paulo, A Veja e as organizações Globo usam para dizer que Dilma assumiu a autoria dele. Vejamos algumas coisas que disse o pobre ex-ombudsman antes de “ser saído” da Folha (grifos meus 😛 ):

Na sexta passada, a Folha manchetou “Braço direito de Dilma montou dossiê”.

O jornal não apresentou provas contra Erenice Alves Guerra, principal assessora da ministra Dilma Rousseff.

Não que a informação, necessariamente, esteja errada. Quem leu a reportagem, contudo, não teve acesso a evidência de que esteja correta a versão do jornal.” (mentiram na cara-dura. A Folha é Mal Caráter!)

A Folha descreveu uma reunião com membros da administração para criar “uma força-tarefa encarregada de desarquivar documentos referentes aos gastos do governo anterior a partir da rubrica suprimento de fundos, que incluiu cartões corporativos e contas ‘tipo B’”.

Nota oficial da Casa Civil afirma que tal reunião, “para organizar uma força-tarefa para produzir o chamado dossiê”, nunca ocorreu.

A Folha também não comprovou a realização da reunião.” (Mentirosos!!!!!!!)

Ou ainda:

Esta segunda-feira não foi um bom dia para a Folha. O jornal não destaca a defesa de ninguém do governo. E titula na primeira página: “Dossiê é ‘covardia institucional’, diz ministro do STF”. Só no texto se descobre que Gilmar Mendes se refere a dossiês em geral, e não ao dossiê agora revelado. (Empulhação, enrolação, desinformação!)

O “Estado” deu entrevista com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. O “Globo” saiu com declarações do ministro José Múcio. Não sei se o que eles dizem é verdadeiro ou falso, mas é direito dos leitores conhecer pontos de vista divergentes.

Hoje a coluna “Perguntar não ofende” (pág. A2) se refere ao “documento de 13 páginas que vazou para a imprensa, cuja autoria o próprio Palácio do Planalto assumiu”.

Talvez, em meio a tantas informações, tenha me passado despercebido. Não me lembro, contudo, de ter lido que o Planalto assumiu a confecção das 13 páginas. (Seus mentirosos safados!)

Na edição de sábado, a Folha divulgou declaração de Dilma: “Não acho que a Folha e a Veja montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando”.

Ou seja, a ministra negou a produção das 13 páginas.

Minha impressão é que a Folha produz uma cobertura em tom unilateral que menospreza as incertezas que cercam o caso.(Não. Não menosprezam, eles montaram essa coisa juntos e você era o palhaço que não sabia e perdeu o cargo por isso!!)

Outro pedaço de outro texto do ex-ombudsman:

Hoje a Folha cometeu, creio, um erro ao omitir na primeira página o confronto de ontem no Congresso. O senador Álvaro Dias admitiu ter visto o dossiê antes de sua divulgação. Dar destaque ao fato não implica tomar partido no noticiário, mas reconhecer a importância da declaração.

O “Estado” titulou na parte superior da capa: “Governistas acusam tucano de vazar dossiê dos cartões”.O senador afirmou ontem: “Na segunda, logo após a circulação da revista ‘Veja’ no domingo, desta tribuna afirmei ter visto o dossiê”.

Hoje o título (de sentido dúbio) da Folha é “Aliados pressionam tucano que admitiu ter visto dossiê” (alto da pág. A6). Se Dias conta a verdade, por que a Folha –e o conjunto ou parcela significativa do jornalismo– não publicou a declaração do senador assim que ele a fez? Por que só agora? (Por que não era pra ter vindo à tona! Era pra ficar escondido e botar a culpa no governo e derrubar a Dilma, a próxima presidente da república. Tudo em nome de garantir que tucanos continuem a ter o direito sagrado a serem comandantes da desgraça novamente nesse país!!! Alooou!)

O senador tem razão: ele está protegido por garantia constitucional de não revelar a fonte que lhe permitiu acesso ao dossiê. Essa prerrogativa deve ser defendida pela democracia. Ela assegurou revelações importantes, oriundas de parlamentares, que os cidadãos conheceram por meio do jornalismo.

Dúvida: Dias avisou FHC sobre o dossiê? Se não avisou, como houve chantagem? Quem foi chantageado? (Aloooou! FHC sabia de tudo, tava pronto pra botar seu nome na reta com coisinhas bobas para dar uma de cristo, e “cristianizou” a mulher de maland… ops! Sua esposa junto!)
Dias depois o coitado ainda tenta alguma resposta sobre as afirmações da Folha. Nessa altura o pobre coitado já sabe que a empresa na qual trabalha faz parte da armação, mas se mantém fiel a sua honestidade e ao seu cargo. Coitado. Pareço duro com o cara que foi o único honesto da história, mas a verdade é que não da mais para aturar, jornalismo hoje, graças às grandes corporações, é sinônimo de safadeza, BANDIDAGEM, como no caso desse dossiê tucano.

Seis dias atrás, a Folha manchetou: “Braço direito de Dilma montou dossiê”.

O relato continua a carecer de comprovação, e o jornal o flexibiliza. Hoje diz que a assessora “deu ordem para a compilação de dados”. Ou que ela “assumiu a ordem para a confecção de um ‘banco de dados'”. O “furo” da sexta virou, também, a “ordem para elaborar o banco de dados“.

de outro trecho:

Na sexta, a Folha informou que teve acesso ao dossiê e publicou trecho dele em fac-símile. Por que não permitiu que os leitores conhecessem, pelo menos na internet, a íntegra do documento, para tirarem suas próprias conclusões? O blog do Noblat faz isso agora. Ainda é tempo de o jornal fazer. (não era pra ter feito nem isso, seu néscio, é que o bicho esquentou por causa da Internet!!!)

O noticiário de hoje reforça a impressão de que governo e oposição se empenham no desgaste mútuo, mas nenhum está, realmente, disposto a investigar os gastos palacianos das gestões atual e passada. Se Álvaro Dias conheceu e repassou? um documento que considerava manipulação de informações sigilosas por funcionário público para fim de divulgação e chantagem, por que não denunciou o fato à Polícia Federal e pediu abertura de inquérito?(pede pra sair, pede pra sair!!!! hahahahaha! Ele nem era pra ter aparecido!)

O ex-ombudsman Mario Magalhães “foi saído” da Folha por causa disso. Quem assumir seu lugar, já sabemos, será um vendido, pronto a não desafiar os padrões da Folha na frente dos outros (e claro que não vai fazer de dentro também, vai ser um compadre só pra dar “aparência de independência”). A grande imprensa quando questionada do ponto de vista jornalístico prefere se livrar do jornalista a mudar de discurso. Está em campanha para derrubar o Brasil e eleger gente que enche seus bolsos. Exatamente como José Serra e a editora Abril.

Hoje se pode dizer, sem muito medo de errar, que não existe jornalista honesto nas redações dos jornais, no máximo existe o omisso, que está ali por que tem de alimentar os filhos (ou a si próprio, o que não deixa de ser um bom motivo 😛 ). De qualquer maneira, está suja a profissão. Hoje em dia jornalista é mais uma daquelas parcelas da população que ninguém confia, como a polícia e a justiça. (Aliás o entrelaçamento entre esses três atores: polícia, justiça e imprensa é um capítulo à parte). Infelizmente, quantos mais abaixam a cabeça para poder sobreviver, mais mal fazem a si mesmos, à sua classe, à sua profissão e, pior,  à população em geral. E por tal não devem ser perdoados. Serão cobrados.

Como é que alguém como Willian Waack pode cobrar providências do governo e falar de moral e instituições no jornal da TV e sair impune dessa armação?!?! Ele e sua organização não tem moral nem pra vender paçoca! O que é que a Globo ainda está fazendo no ar?!?!?!

Não, o senador homenzinho não chamou a polícia Federal. O que ele fez foi uma sujeira, tramou essa denúncia vazia para criar crise no governo e tentar mais um golpe na credibilidade de Lula e de quem mais possa sucedê-lo. Essa é a única maneira que esse grupelho de pessoas de mal caráter (leia-se tucanos) tem de ganhar a presidência nas próximas eleições. A única providência tomada foi o fim da posição de ombudsman da Folha.

Com relação ao senador Álvaro Dias e os jornalistas desses órgãos de imprensa, é importante que suas famílias, amigos e as pessoas nos lugares por onde eles passam estejam alertas, e reajam como tal, com nojo, diante de sua presença. É preciso reagir, mostrar a essas pessoas que estão fazendo mal. Sem violência, viu gente, que eu não quero ser processado. Apenas virem a cara.

Se tudo foi tramado pela imprensa em conluio com o senador Álvaro Dias é claro que ela não poderia deixar um de seus integrantes, o ex-ombudsman, desfazer o golpe!

Agora o pior de tudo. Por que estou tão danado com jornalistas, sendo sócio de um, namorado de outra e se tem tantos deles nesse blogroll aqui do lado ou mesmo em links aqui nesse post (aliás, gente como Luis Nassif foi muito importante para quebrar esse esquema safado)?

Por que a situação de golpe continua. A farsa do dossiê da Veja e de Álvaro Dias-PSDB-FHC (eles mesmo divulgaram uma falsa chantagem! É a auto chantagem! As manchetes deveriam ser: Tucanos se “auto chantageam!“) foi detonada mas a grande imprensa ao invés de mudar o viés continua pressionando com a história, fingindo que não ouviu e inventando novas mentiras para explicar suas armações. Isso força uma radicalização que ou leva à destituição da Ministra ou de sua funcionária falsamente acusada pela imprensa, ou leva à… a que? o que sobrou da imprensa? só vergonha, cabeça baixa, má fama…

Sinto muito, mas se não dá pra baixar a fervura, do meu lado quero logo a combustão!

Por vontade própria, vaidade, poder, ou necessidade pura e simples, eles escolheram um lado e se fecharam em barricadas ideológicas que se sustentam em sensacionalismo e mentira. Infelizmente a resposta será à altura.

Quem quer doce?

abril 1, 2008

No Blog do Alê Porto tem esse post:

Uma imagem que vale o desespero

Um docinho para quem descobrir o que representa essa imagem.

Uma dica: é o que tem deixado a oposição cada vez mais desesperada.

Marcadores: Desespero

Aliás, o Blog do Alexandre Porto é meu diazepam diário. Depois de quase infartar de raiva das campanhas mentirosas nas bancas de jornal, leio lá aquilo que acontece de verdade. Noticiado inclusive pela grande imprensa golpista em seus recônditos mais escondidos, para que o público, que não passa da primeira página, não leia.

Aqui vai a reprodução de outro post dele:

REPRODUZIDO DE http://www.aleporto.com.br/

A rejeição da classe média

Deu hoje no Globo: “A rejeição de setores da classe média ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva divide opiniões entre analistas políticos, embora ganhe conteúdo crítico entre profissionais liberais que integram essa camada social. Autor do estudo “Classe média: desenvolvimento e crise”, o economista Ricardo Amorim avalia que a falta de apoio desse segmento a Lula se dá por dois motivos: a perda de posição econômica e social nos últimos 15 anos e o preconceito contra um ex-operário.

Ao mesmo tempo que a classe média perdeu renda, poder de consumo e até reputação, ela nasceu atrelada ao progresso e ao interesse da elite. Como ela quer ser como os ricos, não reconhece o pobre como igual — avalia Amorim, para quem a insatisfação aumenta por causa do acúmulo de impostos. Quem arca com os impostos neste país é a classe média, porque o pobre não tem como pagar, e o rico tem como fugir — diz”.

Se essa análise estiver correta, eu me pergunto: Lula seria o responsável pela “perda de posição econômica e social da classe média nos últimos 15 anos”? Em grande parte a classe média cresceu atrelada ao emprego estatal. Aos quatorze salários, à estabilidade do emprego e às aposentarias integrais. E aqui também a responsabilidade do presidente Lula é nenhuma. Resta o preconceito contra um operário.

Hoje foi anunciada mais uma pesquisa Datafolha apontando Lula com uma ótima avaliação. 48% dos pesquisados consideram seu governo ótimo ou bom e apenas 15% ruim ou péssimo. Os 10 meses do terremoto midiático diante da crise nos aeroportos, não conseguiram arranhar a popularidade do governo. Os analistas políticos, os chamados formadores de opinião, estão sem opinião. Perdidos como cegos em tiroteio, atirando para todos os lados sem entender o que estaria acontecendo no país. O que não estaria dando certo em suas estratégias.

Um dado interessante levantado pela pesquisa é que 29% dos brasileiros que andam de avião consideram o governo ótimo ou bom. Estaria nesse grupo a pior avaliação do presidente. Apesar de ser um índice 19% menor que o média nacional, ainda é maior que as últimas taxas apresentadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (como pode ser conferido clicando aqui).

Demonstrando um quadro de absoluto desespero pessoal, Eliane Cantanhede chega a escrever em sua coluna “O inacreditável Lula” na Folha de São Paulo:

Antes, teflon. Agora, o que dizer? Um muro? Uma barra de aço? Lula parece imune à incompetência e à inação do seu governo na crise aérea. […] Além da paixão dos que o sentem como “um igual a nós”, Lula agrada aos muito ricos e dividiu a academia, os jornalistas e a internet, jogando na polarização: quem está com ele é do bem, de esquerda, a favor do povo; quem está contra o governo é da elite perversa e corrupta.

Quem será mesmo que está jogando na polarização? Um presidente que faz a massa salarial crescer 7%, nos últimos 12 meses; o consumo no varejo crescer 10% no mesmo período; o crédito mais de 20%; com os dados macroeconômicos que diariamente lemos no jornais; pode ser avaliado pela “crise aérea”? Como se esse fosse o problema mais importante do país? Como se Congonhas não tivesse sido transformado num hub nacional pelo governo anterior? Como se Lula fosse realmente o responsável pelas centenas de mortes nos dois acidentes aéreos?

Cantanhede já disse, em outros artigos, que acha perigoso para o país essa “suposta” polarização entre os ricos e pobres no Brasil. Talvez seja a defesa da teoria da “paz social” desde que vinculada à manutenção do staus quo. Se Lula representa a mobilização dos excluídos, em direção a uma maior participação na pirâmide, eu não acho nada perigoso. Essa turma é de paz e quer apenas uma fatia maior no bolo. E parece ser isso o que estamos presenciando no Brasil. Um eleitor de Lula no Nordeste disse ao Globo em setembro passado que a vida dele melhorou 30%.

No entanto, a classe média voltou às compras em Miami, com o dólar barato, e está comprando carros e imóveis como nunca no Brasil, com crédito farto e mais barato. Até mesmo a perda de posição econômica, apontada por Ricardo Amorim, parece estar se revertendo. Acho que resta mesmo é o preconceito contra o presidente operário, que tem a língua presa e com um dedo a menos na mão. Um presidente que em cerimônias oficiais fala a linguagem do povo, a mesma usada pela classe média em seus momentos de lazer.

“O cara diz que precisa comer o ovo, mas fica torcendo para a galinha não botar o ovo”, disse o presidente criticando os pessimistas de plantão, diante dos mais recentes dados industriais divulgados pelo IBGE. A galinha, presidente, vai continuar botando os ovos que eles não conseguiram botar em mais de 20 anos. E os formadores de opinião continuarão sem entender a lógica dos resultados das pesquisas e das urnas.

Quer melhor resposta a esses questionamentos que o comentário da empresária Marta Serrat, líder da fracassada passeada da vaia ontem na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro?

“A vaia do Maracanã não foi orquestrada. Foi uma manifestação do povo que paga imposto e que está descontente com o Bolsa Família, que incentiva a ociosidade. ”

Quem será mesmo que aposta na polarização?

Marcadores: Classe média, Datafolha, Eliane Cantanhede, Massa salarial, Preconceito

Leia o blog que vale a pena!

Ombudsman da Folha mostra que a onda é sem fundamento

abril 1, 2008

Um dossiê e muitas incertezas

Mário Magalhães, Ombudsman da “Folha”

Um dossiê (ou relatório ou “fragmentos da base de dados”, como prefere a Casa Civil) sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher, Ruth, e antigos ministros foi produzido no Palácio do Planalto e vazado de forma ilegal.

Tão escancaradamente ilegal que foi constituída pelo governo uma “comissão de sindicância para apurar o episódio”. Oficialmente, busca-se culpado(s).

A origem das informações, processadas na Casa Civil, é inequívoca, reconhecida inclusive pelo governo.

A essa altura, mais ninguém questiona a autenticidade das informações sobre gastos contidas nas 13 páginas. No domingo, a Folha demonstrou que “o relatório mostra a seleção de informações bastante diferentes do padrão de dados lançados no Suprim [‘sistema de controle de suprimento de fundos da Presidência’] e estranhas a um trabalho definido como um ‘instrumento de gestão’, sem viés político”.

Hoje os jornais reafirmam que, ao contrário do que afirma Dilma, não houve pedido do TCU para produzir o levantamento sobre FHC ou algo que desse base à investigação.

A existência do dossiê/relatório de 13 páginas foi revelada pela revista Veja no fim de semana retrasado.

Na sexta passada, a Folha manchetou “Braço direito de Dilma montou dossiê”.

O jornal não apresentou provas contra Erenice Alves Guerra, principal assessora da ministra Dilma Rousseff.

Não que a informação, necessariamente, esteja errada. Quem leu a reportagem, contudo, não teve acesso a evidência de que esteja correta a versão do jornal.

A Folha descreveu uma reunião com membros da administração para criar “uma força-tarefa encarregada de desarquivar documentos referentes aos gastos do governo anterior a partir da rubrica suprimento de fundos, que incluiu cartões corporativos e contas ‘tipo B'”.

Nota oficial da Casa Civil afirma que tal reunião, “para organizar uma força-tarefa para produzir o chamado dossiê”, nunca ocorreu.

A Folha também não comprovou a realização da reunião.

O jornal não afirmou que o dossiê foi utilizado para chantagear membros da oposição na CPI dos Cartões Corporativos. Fez bem. Um dos aspectos intrigantes do caso é que o dossiê é incapaz de constranger FHC. Chefe de um governo em que se acumularam escândalos de grande monta, em especial nas privatizações, o ex-presidente não se sai mal das 13 páginas. Se tudo o que os governistas têm contra ele for aquilo…

Ou seja: como fazer chantagem contra alguém e seus aliados com informações que não causam dano ao chantageado?

Alguém foi vítima de chantagem? Quem? Se foi, é informação que o jornalismo deve.

Seria diferente, por exemplo, em uma nação fictícia, situação e oposição promoverem chantagem pesada com informações sobre filhos do atual e do ex-presidente, se os rebentos tivessem amealhado riqueza durante ou em seguida aos mandatos dos pais. Aí, sim: ameaças capazes de fragilizar o mais valente dos investigadores de comissão de inquérito do país da imaginação.

Quem tinha muito a perder, por rigorosamente nada em troca, seria a ministra da Casa Civil. Mais por eventual dolo, menos por incapacidade de gerir com segurança um sistema de dados ou manter aloprados em sua equipe, mas sempre perdendo.

Essa peça, decisiva, não se encaixa no quebra-cabeça. Até agora, pelo menos.

Esta segunda-feira não foi um bom dia para a Folha. O jornal não destaca a defesa de ninguém do governo. E titula na primeira página: “Dossiê é ‘covardia institucional’, diz ministro do STF”. Só no texto se descobre que Gilmar Mendes se refere a dossiês em geral, e não ao dossiê agora revelado.

O “Estado” deu entrevista com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. O “Globo” saiu com declarações do ministro José Múcio. Não sei se o que eles dizem é verdadeiro ou falso, mas é direito dos leitores conhecer pontos de vista divergentes.

Hoje a coluna “Perguntar não ofende” (pág. A2) se refere ao “documento de 13 páginas que vazou para a imprensa, cuja autoria o próprio Palácio do Planalto assumiu”.

Talvez, em meio a tantas informações, tenha me passado despercebido. Não me lembro, contudo, de ter lido que o Planalto assumiu a confecção das 13 páginas.

Na edição de sábado, a Folha divulgou declaração de Dilma: “Não acho que a Folha e a Veja montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando”.

Ou seja, a ministra negou a produção das 13 páginas.

Minha impressão é que a Folha produz uma cobertura em tom unilateral que menospreza as incertezas que cercam o caso.

É possível que as coisas tenham ocorrido como o jornal sugere?

Sim. Poder tudo pode.

Mas é possível que haja outros elementos.

Ao contrário do dossiê Cayman/Caribe, as informações são verdadeiras. Ao contrário de outros dossiês, entretanto, elas não intimidam ninguém (a não ser que sugiram o conhecimento de outras despesas, cabeludas).

O vazamento das 13 páginas pode ter sido obra de petistas, aloprados ou não? Pode. Em 2006, com a reeleição de Lula nas mãos, a ambição de ganhar também o pleito paulista produziu o escândalo que contribuiu para empurrar a eleição presidencial ao segundo turno.

As 13 páginas também podem ter sido obra de quem queria desgastar o governo e reanimar a CPI dos Cartões. Ou, mais especificamente, ferir a ministra Dilma, que está longe de ser a candidata preferida do PT e de setores do Planalto para 2010.

Um incômodo da cobertura é que, evidentemente, a Folha sabe mais do que conta aos leitores. Uma coisa é o jornal ter recebido o relatório de alguma fonte do PT. Outra, do PSDB. Outra, ainda, de um funcionário, mais que petista, fiel à ministra.

O jornal deveria pisar no freio e ser mais cético. Um dossiê incapaz de constranger alguém não teria eficiência como instrumento de chantagem. A impressão é que, ao contrário do que a Folha e o jornalismo em geral dão a entender, a verdade sobre o episódio ainda está distante, seja ela qual for.

Por último: o episódio em curso ressalta a tragédia à democracia que é a ausência de transparência sobre o poder público no Brasil. Gastos dessa natureza, seja no governo FHC ou no de Lula, não deveriam estar protegidos por sigilo, e sim ser de conhecimento dos cidadãos.

Leia O Caso Veja por Luis Nassif

O araponga e o repórter por Luis Nassif

abril 1, 2008

O novo capítulo de “O Caso de Veja” revela os bastidores do grande momento de Veja: o grampo do pagamento da propina de R$ 3 mil a um funcionário dos Correios.

Mostra as ligações do repórter com o araponga, de como o araponga vendia seu pacote de serviços – que incluía o grampo e a possibilidade da matéria ser publicada na Veja – e de como o repórter atuava como “consultor”, avaliando a gravidade ou não do grampo e aguardando que o araponga escolhesse a melhor hora para publicar a matéria.

Depois, como as pessoas que contrataram os serviços do araponga assumiram o comando da corrupção nos Correios, foram presos no ano passado e a revista nada noticiou.

Clique aqui para ler no Blog.

Ou clique aqui para ler no Google Pages.

Comentário

Atenção, amigos blogueiros que estão reproduzindo a série: incluí no último capítulo um intertítulo sobre a Operação Selo, que prendeu a quadrilha que, através de um mero grampo de uma propina de R$ 3 mil, assumiu o comando da corrupção nos Correios. Solicito atualizarem o capítulo.

Reproduzido do blog de Luis Nassif, leia o capítulo aqui

Gabeira?

abril 1, 2008

Quando me perguntam se voto em Gabeira me vem logo a lembrança de Raul Seixas:

Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado

Um suposto verde e ex trabalhista, inscensado pela Globo e agregado a gente como “bicho velho”, Marcelo Alencar e até FHC e Artur Virgílio?!?! Essa sociedade não tem nada de alternativa…

Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto

Tapiocas e bruxarias por Luis Nassif

março 30, 2008

Acabo de conversar com um dos mais experientes repórteres políticos de Brasília. Sua visão – de dentro do jornalismo brasiliense – ajuda a trazer mais dados para essa história do suposto dossiê contra Fernando Henrique Cardoso.

Ninguém duvida que o governo tem suas bruxarias, diz ele. É evidente que estava se armando para a eventualidade de uma CPI. Seria irracional que não estivesse.

Só que as 13 folhas obtidas pela Veja, e reproduzidas pela Folha, não têm nada a ver com a história. Há inúmeras indicações que o suposto dossiê foi produzido por membros do governo anterior, diz ele. A primeira, é que os papéis não machucam ninguém. Apresentam apenas banalidades sobre os gastos de FHC. Depois – continua ele – porque, pela descrição da “Folha”, percebe-se que foram extraídos de três bases de dados diferentes, com três letras diferentes de computadores, com diferentes tratamentos a dona Ruth.

Esses papéis não foram produzidos na Casa Civil, garante ele. No máximo pode haver alguma coisa da base de dados que foi juntada às trezes folhas. A Casa Civil pode ter seu levantamento, mas não é esse.

Leia mais sobre o fim da mentirada da veja, folha, estadão, Globo, etc no blog do Nassif…

Fica cada vez mais comprovada a armação tucana contra o governo Lula, numa tentativa suicida, irresponsável e canalha de destruir a imagem da ministra Dilma, a única mulher inocente nessa história, do meu ponto de vista.

FHC, tremendo nas bases diante da cpi que seu próprio partido arrumou, criou uma base de dados de seu próprio governo e liberou coisinhas insignificantes para jogar para a platéia e tentar sujar Dilma. Sujou, mais uma vez, foi a sua “patroa”, D. Ruth, que sempre discreta, agora se prestou ao uso e abuso da canalhada e pior, foi desmascarada junto com eles. Quem com porco se mistura…

Essa canalhada do PSDB vai desaparecer junto com os canalhinhas do DEMO/PFL.

Essas eleições municipais marcarão uma virada mais histórica no Brasil do que a da eleição de Lula para presidente.

Agora, ao fim de tudo, agradeço por terem feito de Dilma, de longe, a presidenciável mais forte.

Dilma 2010!!!!!!!!!!!

Imprensa auto suficiente

março 29, 2008

A história quem faz somos nós, os leitores e personagens, rezam.

É assim que as redações de TODOS os jornais se comportam hoje em dia. Vejam essa manchete no portal do jornal O Dia, aqui do Rio de Janeiro.

Dossiê foi articulado pelo Planalto enquanto Lula estava de férias, diz jornal

O artigo  é uma bobagem, um monte de espaço perdido em bits que não traz nada novo. A não ser esticar a mentira e quimar a Dilma Roussef, próxima presidente do Brasil. O caso já está até resolvido, como mostra Luis Nassif: O fim de mais um factóide.

Quem lê a manchete estampada no portal já pensa: “os aloprados aprontam e o incapaz flanando por aí…” Quem presta atenção ao que vem depois da vírgula? Quem realmente entende o significado nefasto disso?

O jornalista idiota (sim, é quase um pleonasmo, hoje em dia), um mané reduzido a digitador de jornal, apenas pegou a invenção do jornal anterior, que por sua vez repercutia uma nota de autodefesa da revista que inventou tudo, e colou na janelinha.

Ora, ser jornalista assim é fácil. Sabe tudo a priori e o que não sabe, repete do outro jornal e tá tudo GG, joinha, joinha! A “imprensa” agora é assim, ela é a própria fonte, não precisa de mais ninguém para fazer a história.

Em última instância, a fonte, de TODA a “verdade”, é apenas a afirmação da publicação anterior. Pronto.

Esse negócio de apuração é coisa de esquerdista…

Mulher de Malandro

março 29, 2008

Mais uma tentativa de derrubarem a popularidade de Lula (sempre que sai uma pesquisa mostrando aumento de sua popularidade, aí vem uma porrada). E também uma tentativa de derrubar a presidenciável mais forte da situação. A mídia conseguiu com mentiras e corrupção (da mídia) derrubar Zé Dirceu, Palocci (esse, não aguentando mais a porrada, quebrou o sigilo do caseiro e mostrou um depósito de um senador tucano, coisa que a imprenssa escolheu não repercurtir. Dançou por quebrar o sigilo do bandido.) e agora tenta Dilma.

Dessa vez não conseguirão, espero que não consigam nem a demissão da secretária. Ninguém fez nada de errado. O dossiê foi fabricado pela Veja e a autenticidade o jornalismo esgoto nem se preocupa em saber, pois é pago para derubar Lula e as transformações que sua administração estão causando no Brasil. Já nem me preocupo mais em elaborar o assunto, mais de 60% da população brasileira (incluindo os mais educados e bem pagos)  já entendeu isso muito bem e está dando uma banana para a mídia.

Para quem ainda não entendeu. A falsidade do “dossiê” e os ataques mal feitos ao governo e à Dilma foram bem detalhados por Luis Nassif (nesses links você também vê comentários de internautas, links e textos do observatório da imprensa, folha, estadão, Veja e etc.):

http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6917
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6919
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6927
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6930

Como se vê a mentira da Veja, que nem precisa ter sido baseada em dados do governo já que os gastos ali descritos foram noticiados várias vezes em anos anteriores. Ou seja, foi um cozidão basseado em nada, que a mídia trata como se fosse a descoberta de uma grande armação lançando suspeitas da forma canalha que lhe convém, para minar Lula e impedi-lo de fazeer seu sucessor. Trata-se de gente vendida, canalha mesmo.Nesse episódio é mais fácil ver a mão de FHC do que do governo.

Cadê as provas de que essas informações sairam do governo?!?! Nenhuma. Todas essas informações do suposto dossiê podem ser encontradas em números anteriores da própria Veja e outros órgãos de imprensa. Apenas inventaram isso para desestabilizar o governo e ferir Dilma, “a mãe do PAC”.

Discordo do Luis Nassif quando diz que, ao contrário do marido, Dona Ruth tem se portado de forma digna. Ela pode até não ter ajudado a criar, mas que está de bom grado se deixando usar, isso está.  Queria que o Betinho ainda fosse vivo pra falar da “dignidade” de D. Ruth Cardoso e de seus projetos.

O grande  problema do governo Lula é não ter feito realmente um dossiê do governo passado, como foi pedido pela militância durante sua campanha. Bastava uma vista por alto das privatizações para ver a montanha de dinheiro do contribuinte que foi para a quadrilha dos banqueiros PSDBistas e Demos e até da própria imprensa corrupta que está fazendo ferver o cozidão mentiroso do dossiê da Veja. Metade desses problemas estariam resolvidos.

Enquanto não se resolve eu vou pegar sol porque está um dia lindo no Rio de Janeiro…

Mino Carta se retira do IG

março 20, 2008

Num post direto, curto e decisivo, um dos mais importantes e influentes jornalistas vivos, Mino Carta, abandona seu espaço no iG. Perdas desse tipo devem ser muito lamentadas.

Numa atitude de censura e falta de respeito o iG não só tentou destruir o profissional (Paulo Henrique Amorin) de forma a causar o maior dano possível a ele, como ainda por cima deu fim aos arquivos que faziam parte do blog. Vídeos, entrevistas, palestras, textos, tudo foi deletado sem explicação. Nem a Rede Globo joga fora seus materiais e todos os seus jornais, matérias, vídeos e etc. (independente do autor) que estão resguardados e passíveis de visualização e pesquisa. A demissão de jornalistas é uma prerrogativa, mas a destruição de sua passagem pelos portais e jornais não consta na história. A Globo – rainha do mal – manteve no ar o site de Franklin Martins e Luis Carlos Azenha depois de demitidos e até transferiu as matérias de suas autorias para seus novos endereços após isso se tornar tecnicamente possível. O iG não, jogou para matar.

Mino Carta dá assim mais um exemplo de coragem, assim como o fizeram Luis Nassif no caso Veja, Franklin Martins, o próprio PHA, Luis Carlos Azenha, etc.

O único senão nessa história toda é a reação de Nassif. Sou contra colocar a faca no pescoço dele, ele tem crédito – atualmente muito crédito mesmo! Mas a comunidade da internet tem sido solicitada por ele (e de bom grado têm atendido) na construção do Dossiê Veja. Também em sua repercussão. Poderia ser brindada com uma simples assertiva: “foi um exemplo de jornalismo esgoto” ou ainda o contrário: “Não foi nada, seus chatos, me deixem em paz“. Em cima do muro? Que dureza…

Dizer que o desligamento de PHA foi desastroso e deselegante (ainda que na linguagem de Nassif isso signifique “canalhas e filhos da puta”) 😛 pra mim não é suficiente. Foi ou não foi? O que ele pensa dos fatos? O que apurou como jornalista? Isso tem a ver com o que ele tem descrito? Ou não?!?! O jornalista não pode ser questionado? Pode sim, essa é a diferença da internet.

O caso – na minha opinião – tem tudo a ver com o Dossiê Veja elaborado por ele (onde além de Veja ele relata passagens ocorridas em O Globo, Folha, Jornal do Brasil, etc. Por que não tocar no IG?!?!?!). A mistura da copa com a cozinha, o assassinato de reputações, a utilização dos selas e outros muitos elementos deste caso são ilustrações típicas do que Nassif tem nos brindado com grande competência. Custava apenas ter apontado isso?!

Eu não entendo, mas, como disse, Nassif tem crédito. Ele pegou um dos maiores touros da história do jornalismo PIG pelos chifres e o fez vergar-se. O “calor” que suporta em função disso só pode ser, muito de longe, imaginado por mim.

Parabéns a Mino, Azenha, Nassif, PHA e etc. é só por eles que o subtítulo desse blog não é “tirem a imprensa dos jornalistas!”.