Lula deixa a oposição e seus aliados sem discurso

fevereiro 24, 2009

12/09 – 12:16 – Ricardo Kotscho.
Leia mais  no blog dele!

Ficou mais difícil a vida dos líderes da oposição e seus fiéis aliados na grande mídia depois da publicação da nova pesquisa “Datafolha” sobre o presidente Lula. “Aprovação a Lula bate recorde histórico – Pela primeira vez, presidente obtém a maioria em todos os segmentos, incluindo os mais ricos e escolarizados”, mancheteia a “Folha” desta sexta-feira.

Não por acaso, nenhum dos seus colunistas tocou no assunto. Preferiram falar de Bolívia, Petrobras, tropas nas favelas cariocas. O problema é que o “Datafolha” simplesmente desmontou todos os argumentos utilizados pelos partidos de oposição e a maior parte dos meus colegas colunistas desde a reeleição de Lula em 2006.

O que eles argumentavam? Que Lula só se reelegeu graças aos votos dos pobres, nordestinos e analfabetos beneficiados pela Bolsa Família, chamada de “bolsa esmola”, os mesmos que depois seriam responsáveis pelos seus altos índices de aprovação nas faixas de menor renda, nas regiões mais carentes e entre os menos escolarizados.

Era esse o discurso. O que eles irão dizer agora? Com 64% de índice de avaliação ótimo/bom e apenas 8% de ruim/péssimo (incluindo aí certamente muitos amigos jornalistas), um recorde depois da redemocratização do país, fico pensando no que eles irão dizer e escrever amanhã.

Segundo o jornal, “Lula também acaba de obter, pela primeira vez, a aprovação da maioria absoluta da população brasileira em todos os segmentos sociais, econômicos e geográficos do país”.

Ainda de acordo com a pesquisa, “pela primeira vez, Lula tem o apoio da maioria do Sudeste, nas regiões metropolitanas, entre os que têm curso superior e entre os que vivem em famílias com renda familiar superior a dez salários mínimos”.

Imagino que nem o próprio Lula poderia sonhar com estes números no sexto ano de seu governo, depois de pegar o país numa situação muito difícil em 2003, com a economia em frangalhos e sem credibilidade no exterior, e tendo que enfrentar uma crise política após a outra em seu primeiro mandato.

Para falar a verdade, ninguém, nem eu, poderia prever este cenário em 2008. Faz 30 anos no mês que vem que voltei da Alemanha, onde era correspondente do “Jornal do Brasil”, virei correspondente da “Istoé” do Mino Carta no ABC, conheci Lula e me tornei seu amigo.

Trabalhei com ele em três campanhas presidenciais e durante dois anos na Secretaria de Imprensa do governo e nunca o vi tão bem, tranqüilo e satisfeito como no último fim de semana quando passei três dias com Lula no Palácio da Alvorada.

Não falamos de política, mas da vida, lembrando de momentos  difíceis que passamos juntos nestas três décadas em que o Brasil saiu da ditadura para o mais longo período de liberdades, com crescimento econômico e distribuição de renda, o que explica sua aprovação popular pesquisa após pesquisa.

De dieta, sem poder provar o bom chope que serviu aos amigos, cercado de filhos, noras e netos, todos sob o comando da implacável Marisa, até comentei com ele como agora tudo parece normal, natural, a gente ali em volta da piscina do belíssimo palácio de Niemeyer restaurado recentemente pelo casal, mas teve hora, muitas horas, em que isso simplesmente poderia parecer delírio de sonhadores malucos.

Lula está colhendo agora os frutos da sua própria determinação, da fé no seu taco com o que plantou no primeiro mandato e do compromisso com suas origens nordestinas e operárias que fizeram dele um líder político diferente de todos os outros em nossa história de mais de 500 anos – e por isso cavou nela, literalmente, o seu lugar.

Agora ele se veste bem, cumpre os rituais do poder e viaja pelo mundo com a sem-cerimônia de quem antes ia passar fim de semana na Praia Grande, mas na essência não mudou sua forma de se relacionar com todos, humildes ou poderosos, sempre questionando, provocando, desconfiado das velhas verdades absolutas.

Valeu, Lula.

Em tempo: estreou ontem, quinta-feira, 11 de setembro, o meu blog aqui no iG, o “Balaio do Kotscho”. Tem entrevistas exclusivas com os presidenciáveis Ciro Gomes e Aécio Neves falando sobre 2010 e o Brasil pós-Lula.

Estão todos convidados a fazer uma visita. Se gostarem, coloquem entre seus preferidos no endereço:colunistas.ig.com.br/ricardokotscho.

Crise? Que Crise?!

novembro 30, 2008

Venda de material de construção deve crescer 28% neste ano

Gazeta Mercantil – O crescimento de 36,5% na receita de vendas de material de construção no acumulado até o mês de outubro e a alta de 18% no volume vendido no mês em comparação com igual período do ano anterior levou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) a rever, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento para 2008. As vendas devem avançar 28%, nível de crescimento recorde para o setor, que com isso deve obter faturamento de R$ 100 bilhões. No início deste ano a previsão da Abramat era de um incremento de 12% nas vendas. Em 2007 a alta foi de 15%.(…)

Banco do Nordeste alcança marca histórica no financiamento de Micro e Pequenas Empresas (MPE)


Banco do Nordeste em Uruçuí, Piauí

O Banco do Nordeste acaba de atingir a marca histórica anual de R$ 1 bilhão em operações realizadas exclusivamente com o segmento de Micro e Pequenas Empresas (MPE). O montante, que representa um crescimento de 960% em relação ao total contratado no exercício de 2002 (R$ 94,3 milhões), alavancou também o número de contratações do Banco com o segmento, que saltaram de 3.326, em 2002, para 61.094, em 2008 (posição do mês de novembro), o que representa um incremento de 1.600%.(…)

Investimento externo soma US$ 3,913 bi em outubro


Folha Online – A entrada de investimentos externos diretos líquidos no país foi de US$ 3,913 bilhões em outubro, comunicou há pouco o Banco Central (BC). Em outubro de 2007, houve ingresso de US$ 3,188 bilhões. Do começo deste ano até outubro, foi registrada entrada de investimentos externos de US$ 34,747 bilhões (2,62% do PIB), próximo da meta deste ano, de US$ 35 bilhões e acima dos US$ 31,169 bilhões de período equivalente do ano passado (2,87% do PIB).(…)

Mais manchetes boas sobre a crise…

novembro 30, 2008

Tudo tirado do Blog do Alexandre Porto. Leia os artigos completos lá:

Em outubro, “o céu não caiu sobre nossas cabeças”


Vocês devem ter lido nos jornais, nos sites, assistido nos telejornais, que em outubro a crise se instalou no Brasil como uma enxurrada. As más notícias se multiplicaram nas seções de economia e os formadores de opinião deixavam claro que a tal “marolinha” era um sonho de uma noite de verão ou mesmo uma reação irresponsável do presidente Lula e de sua equipe econômica.


(…)




Dieese: desemprego é o menor da série histórica e massa salarial cresce 8,7%


Agencia Estado – A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu para 12,5% em outubro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Seade e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa é a menor taxa registrada para um mês de outubro desde 1992. O desemprego apresentou recuo de 1 ponto porcentual em relação à taxa de 13,5% em setembro. Em outubro do ano passado, o desemprego estava em 14,4%. O total de desempregados na região foi estimado em 1,3 milhão de pessoas, 108 mil a menos que em setembro.(…)

Cala a boca, FHC!

novembro 25, 2008

CARONI: NÃO DIGA BOBAGEM, FHC

Tirado do Vi o Mundo

Atualizado em 24 de novembro de 2008 às 19:58 | Publicado em 24 de novembro de 2008 às 19:54

Não diga bobagem, Fernando Henrique

Atribuindo a Lula um suposto alheamento da crise econômica, o ex-presidente tenta ser irônico ao chamar seu sucessor de “grande economista”. Falta um amigo que, em ocasiões como essa, lhe sussurre discretamente: “Não diga bobagem, Fernando Henrique, você continua nu”.

Gilson Caroni Filho
, na Carta Maior

A psiquiatria define obsessão como idéias ou imagens que ocorrem repetidamente e parecem estar fora de controle. A compulsão surge, então, para aliviar a angústia que essas idéias e imagens provocam. As últimas críticas de Fernando Henrique Cardoso ao presidente Lula estão inseridas em recorrentes esforços de apagar e reescrever a triste história dos seus dois mandatos sucessivos.

Ao aproveitar um encontro com prefeitos eleitos pelo PSDB paulista para atacar o atual governo, FHC comporta-se como uma pessoa que apresenta duas ou mais personalidades, sendo que a função de uma delas é dissimular seu verdadeiro estado, escondendo-se do mundo exterior, de sua própria realidade. Curiosamente, parece viver somente agora o seu verdadeiro exílio. Aquele que o distancia do que foi – e ainda é – para aproximá-lo do que gostaria de ter sido. No imaginário se reconcilia com a imagem cultivada à sombra das ilusões uspianas e escapa da pequenez política que adquiriu.

Atribuindo a Lula um suposto alheamento da crise econômica, o ex-presidente tenta ser irônico ao chamar seu sucessor de “grande economista”. O tom jocoso presente em “veste a roupa, rei. Pare de falar bobagem”, resvala para o patético quando afirma que “aqui não é marola, não. Vai perguntar pra quem está perdendo o emprego hoje, que é mineiro da Vale, se é marola. Não é marola. Marola é quando você não é afetado. Está afetando.”

Provavelmente estamos diante de um lapso. O “conselheiro” do presidente parece ter apagado da memória que, em seu governo, o país se superou em matéria de malversação do dinheiro público, socialização de prejuízos e entrega do patrimônio nacional. Que foram oito anos de securitização de dívidas de latifundiários inadimplentes (o “agrobusiness”) com o Banco do Brasil. Oito anos de crescimento mínimo e endividamento externo máximo.

Esquece também que, como em nenhuma outra, sua gestão promoveu a dependência do país ao capital especulativo, sucateou a Previdência, jogou o país na recessão, e submeteu o destino da nação aos ditames do FMI para conseguir empréstimos de socorro. A nudez presidencial nunca foi tão escandalosa como no período compreendido entre 1994 e 2002.

O tucanato no poder, e é bom que nunca esqueçamos disso, fez das teses monetaristas uma religião. Seu legado foi uma inflação camuflada, desequilíbrios imensos tanto no plano interno quanto no externo. A desnacionalização de partes substantivas da produção e serviços nacionais foi a tônica de uma época que insiste em se apresentar como a “era da estabilidade”.

Aumento do desemprego, congelamento – ou irrisórios reajustes salariais dos servidores públicos – e uma escalada sem precedentes da violência urbana foram algumas das obras marcantes de FHC. Esse mesmo que, em tom professoral, pretende ensinar ao presidente como se comportar em uma crise.

Segundo o economista M. Pochmann, comparando-se os dados do Censo Demográfico de 2000 com os de 1994, encontrava-se um adicional fantástico de sete milhões de novos desempregados gerados durante sete anos. Quantos destes foram ouvidos pelo presidente tucano? Perto da política arrasada do neoliberalismo, o que temos hoje ainda é marola, sim.

Talvez fosse conveniente o ex-presidente ler publicações antigas. Na IstoÉ, de 20 de junho de 2002, o industrial Eugênio Staub, da Gradiente afirmava: “Estamos no sétimo ano de um governo que, em 2002, entregará um país em piores condições do que recebeu. O responsável pela situação atual não é o pobre, nem o americano, nem o militar, somos nós, a elite brasileira”. Segundo Staub, a única saída era “a eleição de um líder que fosse capaz de mobilizar a força transformadora”. Em suma, alguém capaz de consertar os estragos deixados pelo “grande sociólogo”. O ex-presidente que, ao deitar falação, reaviva a memória de quais foram as vestes usadas em seu reinado.

Falta um amigo que, em ocasiões como essa, lhe sussurre discretamente: “Não diga bobagem, Fernando Henrique, você continua nu”.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

Quanto vale uma comunidade humana?

novembro 6, 2008

Sobre o filme Narradores de Javé que assisti novamente há poucos dias:

Resolvi começar a análise colocando a pergunta acima pois me parece que a maior questão do filme é essa e não as possíveis considerações acerca da história oral, de como se faz a história “oficial” ou “científica”, sobre a questão da identidade (pois se é humano, tem história que foi feita por gente, que fez dali sua base no mundo), ou até mesmo a discussão sobre qual é a “verdade” -versão mais aceita -sobre uma série de acontecimentos. Melhor seria então dizer que as questões que se me aparecem mais graves são, não só quanto vale uma comunidade, mas também, quanto vale sua história e se uma só vale pela outra. Isto é: uma comunidade só é digna de respeito quando tem uma “boa história” pra contar? O que é uma história digna de virar “patrimônio”?

Ao colocar esse dilema o filme expressa também a questão do desenvolvimento industrial capitalista que julga isto como apenas um efeito colateral passageiro, ou seja, o desenvolvimento da sociedade ainda que focada em uma parte dela (em detrimento de outra) teoricamente leva ao desenvolvimento de todas as outras através de um aumento das possibilidades de iniciativa privada que pode portanto prover um ganho maior àquelas pessoas em ontro local. O Banco Mundial, em um relatório de 1994, calcula que 4 milhões de pessoas são deslocadas por ano em todo mundo só por causa de grandes barragens, sendo que entre 1983 e 1993 foram “reassentadas involuntariamente” 90 milhões de pessoas. É a mesma quantidade de pessoas deslocadas pelas guerras ao redor do mundo(1). Como diria Antônio Biá em seu arroubo de lucidez e decepção no final do filme: “Isso é Científico!”

Visto que numa sociedade capitalista a palavra patrimônio está ligada a uma lógica de acumulação de riqueza, posso dizer que aquela gente se viu obrigada a “agregar valor ao seu produto humano”. Que história é digna de ser preservada, de ter o destino da comunidade que a criou poupado dessa violência? A história da Grécia e do Olimpo, de Roma e do Coliseu, do Ipiranga e seu grito?! O importante da história é a comunidade da qual é reflexo, que ao mesmo tempo a escreve e a ela se referencia. Não se pode dizer sem muito trabalho que a história tem uma função em si, mas com certeza uma de suas propriedades é dar a uma determinada comunidade humana (e suas relações) um ponto de partida dentro do qual se cnam (e por conseguinte, se desenvolvem e transformam a história) identidades, práticas, visões de mundo, etc. A história de Indalécio e Maria Dina, sua peregrinação de sino e tudo, funciona como gerador de referências, um “mito de origem” no qual se espelham os moradores da comunidade. Seja como herói ou covarde (se foi fuga ou “retirada”, até hoje ninguém descobriu mas, não faz díferença), Indalécio é a referência para os homens daquela comunidade, seja como líder valente ou louca varrida, Maria Dina é uma referência de identificação das mulheres que destacam seu papel. Essas referências (assim como a religiosidade tragicômica do sino transplantado de lá pra cá, símbolo de que essa comunidade tem de se agarrar a outras fonnas de identidade, que não a história e a região, há muito tempo…) criam um conjunto de identidades pessoais (algumas requerendo mesmo relações de parentesco direto com os heróis), identidades locais, e relações sociais tão rico quanto o de qualquer outra comunidade humana É preciso rever o quanto antes os critérios pelos quais se guiam os “caminhos do desenvolvimento”, o eixo tem de mudar da produção para o homem.

É neste momento (de transplante da comunidade) que a sensação generalizada e antiga de que o homem não faz a história, de que ela é lhe é externa e imutável e se dá apesar dele, é reforçada pelo modelo de desenvolvimento dominante.

Por fim, diria que o valor de uma comunidade não está no fato de sua história ser mais bonita ou mais importante segundo critérios subjetivos (ou “científicos”), mas sim de que toda comunidade, todo homem, não só tem história, mas dela é ator principal.

(1) World Bank Enviroment Department (1994) Resettlement and Development. The bankwide review of projects involving involuntaIy resettlement 1986-1993 s.I., The World Bank Enviroment Department, 1994. Tirado de A violência como fator migratório: Silêncios teóricos e evidências históricas. (Carlos B. Vainer, Revista Travessia Maio-Agosto/96.

Dando um tempo

abril 16, 2008

Vou sair do Rio durante o resto dessa semana ( ficarei fora todas as semanas por um tempo), e provavelmente estarei muito cansado durante esse fim de semana para escrever algo novo, ou mesmo ler meus blogs prediletos.

Mas você não precisa parar de ler! Leia as continuações que sairão essa semana do Caso de Veja, do Luis Nassif. Essa semana, segundo ele, as coisas foram precipitadas por um caso ecabroso: Soninha vai à Guerra. A guerra não foi à Sonhinha, mas a Soninha, que já tinha participado, deve ter levado alguma trombada boa… Acho que ela é inocente na coisa, ainda, pelo menos. Alguém deve ter feito uma prévia de inferno na vida dela e ela, humana, estancou e tremeu. Quando pensar direito, vai se levantar. Deslumbramento passa e a sobrevivência se aprende.

E tem também os ótimos blogs aí do lado, fora o meio bit e o fórum do guia do hardware, do Carlos Morimoto, os quais eu vivo esquecendo de colocar o link aí no blogroll. Google ta aí pra isso 😛

Boas semanas!

Correção do post anterior.

abril 14, 2008

Onde se lê que a Sun fez uma cópia do Red Hat e vende um suporte chamado Unbreakable Linux, leia-se Oracle. Confundi as duas empresas ao falar sobre o Solaris.

De qualquer forma, minha análise sobre a decadência do Solaris da Sun já é até coisa velha, principalmente depois de Linus Torwalds desdenhar as possíveis melhorias para o Linux diante da abertura do código do Solaris (já existe o open solaris, mas nem tudo é aberto). Segundo ele, o Solaris tem muito em ganhar com o Linux, mas o Linux já passou por fases em que se beneficiaria disso, atualmente não existe mais essa situação.

Isso coloca mais uma grande empresa (a Oracle), com alta performance e expertise em desenvolvimento e  suporte na concorrência pelo suporte Linux, aumentando o calor na fervura do desenvolvimento e da ampliação do mercado de software livre.

Sobre o suposto colapso da Microsoft

abril 12, 2008

Luis Nassif publicou dois posts em dias seguidos que renderam uma boa discussão. Um sobre o “Maior Fracasso da Microsoft“, o Vista e outro sobre uma análise do Gartner sobre o “colapso da MS“.

Vou colocar aqui algumas considerações que fiz sobre os comentários lá e que mostram como andam 1) a confusão que ainda reina na cabeça de muita gente (mesmo os usuários mais antenados) e 2) o longo caminho que falta para esse colapso acontecer de verdade.

Vamos ao que eu escrevi no caso do maior fracasso da MS em resposta a alguns comentários e ao post em si:

trabalho com geoprocessamento. Não existe nenhum soft de geoprocessamento para Mac, que eu saiba tem um para Linux, o resto é só para windows. Vou sair do Windows pra quê?”

Não sei exatamente o que você chama de geoprocessamento, mas em Macaé, no tempo que trabalhei por lá tinha dois enormes armários, cada um com 16 processadores risk e 20 gigas de ram, ligados por um craylink, dedicado à pesquisa geológica, rodando AIX. Windows não roda nem de perto nesse tipo de hardware. Aliás, quem falou em 64 Bits 8 GB de RAM e coisitas desse tipo, até muito pouco tempo atrás só se desfrutava de máquinas desse calibre em Unix/Linux, MS nem chegava perto.

Quando se fala em supercomputação , clusters e escalabilidade DE VERDADE, só se fala em Linux. MS está anos luz atrás. Nem vem que não tem. Programas de produção gráfica para Linux existem, mas infelizmente são proprietários e chegam a custar quase 20 mil dólares uma licença. Grande estúdios de Hollywood são famosos por usar Linux customizado (ele dá essa liberdade a empresa) em plataforma powerpc para produção de efeitos gráficos. É, infelizmente a produção média que não existe: Adobe, autocad… ainda. Embora já tenha existido no passado.

Quem lembra do Corel Draw para Linux? Melhor, quem lembra do Corel Linux?

Quando a Corel ainda era referência em softwares de desktop, office e design, a MS sorrateiramente traçou um plano para impedir que a Corel continuasse a ter acesso aos códigos necessários para produzir uma versão de qualidade para o Windows 98. Foi aí que enquanto a Corel correu atrás depois do lançamento do sistema, a MS lascou o office, de todas as maneiras possíveis em todas as máquinas. Quando a Corel chegou o MS Office já tinha uma base instalada tão grande que ninguém mais deu bola, ainda mais com a facilidade da pirataria.

A Corel então lançou, não só Corel Draw e Office para Linux, como um Corel Linux que já vinha com tudo embarcado. Chegou a fazer onda, mas as contramedidas da microsoft, ameaçando o Corel Draw de não funcionar mais no Windows quase levaram a Corel a falência. Foi nessa tacada que a MS enfiou o office goela abaixo consolidando seu monopólio e a Corel deixou de ser ponta em design.

Agora a Adobe se aproxima do SL e só o faz por que a MS não é mais a mesma. Está longe de falir ou de ser um fracasso, mas seu monopólio já diminuiu em tamanho o suficiente para não ameaçar demais os outros. Não foi sem muita empresa boa falida e sem muito processo judicial pesado em cortes internacionais.

O aparecimento de aplicativos de design para Linux se dará na medida que o “ambiente” 😛 demandar. Não é deficiência do Linux em si e já estão dando atenção ao problema. As dificuldades que existem no caminho, fora as de mercado, já deu pra sentir.

Mais uma vez tive problemas com uma distribuição Linux … desta vez o Ubuntu na semana passada. Após uns dias viajando, ele pediu para atualizar uns 20932093020932MB de arquivos, como de costume… incluindo uma atualização do próprio sistema.

A opção de fazer o download em segundo plano e automaticamente sem perturbar o usuário estão bem evidentes nos ambientes que conheço (em boas distribuições): Gnome e KDE. Uma atualização que termina mal tem sido a marca da MS. Acontecer de vez em quando em qualquer SO é normal, acusar o Linux disso como uma marca de sua “imaturidade” é bobagem.

Isso é “cultura Windows”. Todo mundo sabe onde fica tudo no Windows. Óbvio existe uma curva de aprendizado. Mas, para quem nunca usou nenhum como acontece em massa no Brasil, essa cultura é sem sentido e se sustenta por preconceitos assim. E se reproduz em pirataria.

Muito poucos usuários sabem instalar e configurar o windows, mas os “técnicos” só sabem sobre ele, portanto, todo mundo que tem problemas, formata e tasca o piratão. O Linux e SL em geral estão mais do que prontos para o usuário final (para o administrador de grandes DB, grande processamento, segurança e ambientes de rede e serviços ele já é TOP há muito tempo. Google, por exemplo usa Ubuntu como desktop oficial, não por ser bonzinho, por que o sistema é bom!). Pra quem usa Office, internet, email, IM e coisas assim (99% dos negócios no centro do RJ, por exemplo) ou como lazer, media center, etc. está muito bem servido de sistema com um Kurumin ou Ubuntu, ou Fedora, Mandriva, etc. Não vou falar Debian, pois é mais queixo duro mesmo.

Alem da qualidade do Windows (sim, o Vista É melhor que o XP, mais seguro, mais estável, mas não compensa na relação custo/benefício nem contra o XP), o que o segura é a cultura há muito enraizada. Mais nada.

Realmente essa briga não é entre bonzinhos e mauzinhos, é entre consumidor e monopólios, ainda mais os que se perpetuam pela inércia da cultura.

Acho que ninguém quer o fim da MS, todos querem é mais concorrência, menos monopólio, mais alternativas, menos trancas proprietárias e mais controle sobre uma das principais interfaces atuais de acesso à cultura e informação: seu próprio computador.

Não se tem de reclamar do Linux por não ter Photoshop pra ele, mas com a Adobe por não fazer um. Assim se aumenta as possibilidades de liberdade de o usuário usar “o programa que quiser da marca que quiser”.

Existe, ainda bem, um número cada vez maior de usuários focados em usar, sem ficar pensando se os drivers e programas são livres, que querem apenas a alternativa viável. Se o fabricante fizer, vai ter demanda, pelo soft proprietário, em conjunto com o Livre (o que não significa grátis)!

Eu sou fotógrafo, sem o Vista ou XP estaria perdido. Quando um profissional como eu tiver diante de si ao menos 3 opções na hora de montar seu sistema (MS, Apple e Linux), quem ganha é a concorrência e, principalmente, os consumidores.

Agora o que escrevi também em resposta ao outro post “O ciclo do Windows” (e a alguns do comentários):

Por mais que isso pareça música aos meus ouvidos, acho que foram um pouco longe demais. Esses problemas existem (a falta de modularidade inclusive já foi descrita como uma das frentes em que o Windows 7 vai melhorar), inclusive sabe-se que é um proposta difícil, mas daí a essa situação de sinuca de bico vai uma distância. Colapso?

Primeiro que o ecosistema ainda está em pleno funcionamento e se realimentando (inclusive pela pirataria), em todos os ambientes em que se usa MS, mesmo nos servidores onde é minoria. Ainda que o caminho seja só de derrocada, ela vai durar muitos anos ainda.

Em segundo lugar, a mudança em toda a base instalada deve ser muuuuuito gradual (e pro bem da concorrência, não deve ser total), na medida do rompimento de paradigmas, melhor treinamento, e mudança de hábitos. Essas coisas levam tempo.

O que nós estamos vendo é a ponta do iceberg que já reduziu em muito o poder de intimidação da MS, vide a aproximação de outras grandes empresas e dela própria com o SL. As coisa começam a mudar, os defeitos estão mais claros, o FUD não faz mais tanto efeito, as pessoas vêem que existe outras opções, etc. muitos fatores estão andando juntos. Tanto em termos de usuário final quanto em termos corporativos.

O que se sente é a diferença do peso dos grilhões e uma certa euforia de liberdade. Ainda leva um tempo de muito trabalho duro.

…………………………………………………….

A razão disso é que precisariam não apenas escrever o código adaptado a uma determinada versão do Linux como tambem dar suporte à clientela tambem do sistema operacional

Quem dá suporte ao sistema é quem vendeu o sistema, ou melhor ainda no caso do Linux, contrate uma firma que o faça, Software Livre te dá essa liberdade.

O fato de existirem Linuxes gratuitos tão bons quanto os fornecidos pelas empresas (o que é desenvolvido para a grande empresa vai parar na distribuição independente e vice-versa) não quer dizer que seu negócio despreze o suporte profissional da mesma forma que o usuário pirata de Windows. Para quem vai montar uma estação de trabalho em empresa precisa suporte. Pra isso existem Novell, Red Hat, Mandriva, Canonical (o Ubuntu é grátis, versão Server completa e etc. Certificada IBM, Sun e etc. Mas suporte é pago, oras, vai ganhar dinheiro como?).

E pode baixar grátis o Debian, o Open Suse (Novell), Mandriva Free, Fedora (Red Hat), Ubuntu (Canonical) e contratar um dos trocentos negócios locais que poderiam crescer e ser alternativa de suporte (e de emprego, educação, etc…) de qualidade! Você também pode comprar sua licença Linux dessas empresas e desfrutar de suporte por um tempo e depois começar a pagar. Igualzinho à MS :P.

Se a empresa que te fornece o programa não fornece para Linux (e nem para o Vista), diga que vai pesquisar outra, daqui a pouco tem. Num determinado momento todo mundo vai ter de desembolsar para se manter num mercado de maior competição. Esse é um dos motivos pelo qual a análise do Gartner é meio eufórica demais da conta. Tem custo para um monte de gente essa transição de mercado, embora existam vantagens óbvias no futuro.

Algumas suites famosas já foram portadas e ficam no forno esperando, ou o momento de desafiar a MS na cara, ou a transferência desse serviço para a net de vez. Outras estão sendo suportadas no sistema, inclusive graças ao esforço do Google no Wine. Agora Photoshop CS2 é completamente compatível (pra quem usa comprado, isso é muito importante. Quem usa pirata: “- ah, o CS3 é tããão legal…” :P).

Aí pergunto porque empresas dessa área não adotam o Solaris que é um sistema não apenas muito estável e desenvolvido, mas tambem com um suporte digno daquilo que ele representa.”

Não sei de que área está falando, mas uma estação de trabalho Solaris? Pra que? pra desenvolver Java? O Solaris está morrendo, não tem funcionalidade nenhuma para o usuário. Nesse momento tenta emplacar um ambiente desktop Gnome (Linux) EXTREMAMENTE rudimentar. A Sun Copiou o Red Hat Enterprise retirando as partes com copyright (logomarcas) e vendendo suporte corporativo Linux chamado Unbreakable Linux (e se dando bem). Mais ainda, empresas Linux podem vender suporte para a distribuição concorrente. Isso é competição!
Suporte a Sun tem e do bom, cada vez mais para Linux :P. Mande um email e ganhe um DVD do Solaris de graça, junto com o Developer Tools, estão implorando para alguém usar)

Aí então desisti de comprar os servidores com Linux. Mandei pôr Win2003-64 na fábrica (Dell).”

Você comprou Servidores Dell com Linux embarcado? Que eu saiba servidores Dell com SL ainda vem é com CD do FreeDOS que é pra você poder dar o boot e depois instalar um Red Hat, no site tem (ou tinha) venda de suporte da Red Hat, por fora, agora terá com Ubuntu também. Comprou o Windows com suporte, poderia ter comprado o Linux mais barato com o mesmo suporte e uma distribuição com interoperabilidade garantida com Windows. A Novell, afinal, vendeu a alma pra isso, embora as outras o façam tão bem quanto. Inclusive as gratuitas.

Por fim…

Um capítulo a parte na história do FUD tem sido escrito pelos empresários que fazem parte do programa Computador para Todos e outros de incentivo do governo.

Qualquer um gostaria de utilizar uma tecnologia que diz ser melhor que o Windows, mas isso é, convenhamos, pura bobagem. Essa descoordenação que existe no Linux, sem um responsável, sem uma marketing, sem nada, jamais fará – na minha opinião de leigo – essa tecnologia ser levada a sério e aceita pelos usuários comuns.

A exigência do governo em que as empresas que fornecem software para esses programas sejam estabelecidas no Brasil e que prestem assistência aos compradores é até boa, ou razoável, mas a fiscalização do que é entregue ao consumidor é ridícula. A atenção sobre tal fato tem sido chamada por toda a comunidade brasileira de software livre há muito tempo.

Montaram um esquemão para enganar trouxa: nós, o programa, o governo. Ao invés de pegarem distribuições existentes, amplamente testadas, com farta comunidade (teriam metade do trabalho e é livre e legal faze-lo) e montarem um esquema personalizado de suporte, manutenção de drivers, etc, (poderiam deixar até o sistema ligado aos repositórios da distribuição original (em qualquer universidade brasileira tem hospedagem de distribuições), deixar a atualização correr por conta dos Debian, Fedora, Mandriva, Ubuntu da vida. Tudo! Não precisavam fazer nada.

Fizeram o pior. Criaram essas coisas que ninguém nunca ouviu falar, feitas para não funcionar, e deixam o consumidor à míngua. É feito para o cara comprar o piratão mesmo. Eles sabem que não dá em nada enganar o consumidor, pouca gente reclama, é difícil, demorado e trabalhoso reclamar, etc.

Coisas como Fênix, Insigne, e outras distribuições inventadas para dar boot, e fingir que funciona, são assim por que o esquemão foi desenhado assim, desleixadamente, por quem não entende. É para enganar mesmo. É para vender a máquina fingindo que tem um sistema com tudo que o governo pediu, Office, Internet, etc. e se quiser botar piratão, melhor pra eles que ainda não precisam dar suporte ou garantia. As centrais de suporte desses fabricantes estão vazias, e foi pra isso mesmo que projetaram esses Linux de quinta.

Gente, me acreditem, a coisa mais fácil do mundo é fazer uma distribuição personalizada baseada em algum Linux de primeira. Tem programinhas que fazem isso. Aqui, um grande golpe no consumidor virou uma das maiores estratégias do FUD de que se tem notícia no mundo.

Como vocês vêem, o caminho é muito longo para esse “suposto” colapso. A mudança cultural (até com respeito ao direito do consumidor) é demorada demais. A confusão conceitual na cabeça das pessoas ainda é muito grande com relação à “desorganização” do Linux. Idéia errada, superficial, o monopólio deixa a marca simbólica da “unificação” da “ordem” e da “organização” que são demoradas para mudar e difíceis de explicar. Trabalho de formiguinha

Nassif, você ainda me transforma num erudito de tanto me fazer escrever!!! 😛

O fim da imprensa.

abril 8, 2008

O Senador Alvaro Dias, criador do dossiê contra FHC e D. Ruth (que se deixou cavalgar na sujeira) diz que não é 007. Não, é só um homenzinho safado (estou aliviando, pois o presidente da OAB o considera criminoso) que armou uma arapuca em conluio com uma imprensa suja e mal intencionada, interessada em fazer com que o Brasil seja comandado por coronéis e que odeiam o fato de que Lula está libertando a todos desse jugo do passado.

Parece panfletário o texto acima? A diferença entre o meu texto eo que se lê na mídia vendida é que o meu tem algum fundo de verdade. Ora, eu apenas digo, do meu lado, o que eu acho de acordo com os fatos que conheço. Diferente da Folha de São Paulo ou de O Globo. O que me leva a afirmar que o homenzinho Dias criou o dossiê é a mesma lógica que a Folha de São Paulo, A Veja e as organizações Globo usam para dizer que Dilma assumiu a autoria dele. Vejamos algumas coisas que disse o pobre ex-ombudsman antes de “ser saído” da Folha (grifos meus 😛 ):

Na sexta passada, a Folha manchetou “Braço direito de Dilma montou dossiê”.

O jornal não apresentou provas contra Erenice Alves Guerra, principal assessora da ministra Dilma Rousseff.

Não que a informação, necessariamente, esteja errada. Quem leu a reportagem, contudo, não teve acesso a evidência de que esteja correta a versão do jornal.” (mentiram na cara-dura. A Folha é Mal Caráter!)

A Folha descreveu uma reunião com membros da administração para criar “uma força-tarefa encarregada de desarquivar documentos referentes aos gastos do governo anterior a partir da rubrica suprimento de fundos, que incluiu cartões corporativos e contas ‘tipo B’”.

Nota oficial da Casa Civil afirma que tal reunião, “para organizar uma força-tarefa para produzir o chamado dossiê”, nunca ocorreu.

A Folha também não comprovou a realização da reunião.” (Mentirosos!!!!!!!)

Ou ainda:

Esta segunda-feira não foi um bom dia para a Folha. O jornal não destaca a defesa de ninguém do governo. E titula na primeira página: “Dossiê é ‘covardia institucional’, diz ministro do STF”. Só no texto se descobre que Gilmar Mendes se refere a dossiês em geral, e não ao dossiê agora revelado. (Empulhação, enrolação, desinformação!)

O “Estado” deu entrevista com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. O “Globo” saiu com declarações do ministro José Múcio. Não sei se o que eles dizem é verdadeiro ou falso, mas é direito dos leitores conhecer pontos de vista divergentes.

Hoje a coluna “Perguntar não ofende” (pág. A2) se refere ao “documento de 13 páginas que vazou para a imprensa, cuja autoria o próprio Palácio do Planalto assumiu”.

Talvez, em meio a tantas informações, tenha me passado despercebido. Não me lembro, contudo, de ter lido que o Planalto assumiu a confecção das 13 páginas. (Seus mentirosos safados!)

Na edição de sábado, a Folha divulgou declaração de Dilma: “Não acho que a Folha e a Veja montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando”.

Ou seja, a ministra negou a produção das 13 páginas.

Minha impressão é que a Folha produz uma cobertura em tom unilateral que menospreza as incertezas que cercam o caso.(Não. Não menosprezam, eles montaram essa coisa juntos e você era o palhaço que não sabia e perdeu o cargo por isso!!)

Outro pedaço de outro texto do ex-ombudsman:

Hoje a Folha cometeu, creio, um erro ao omitir na primeira página o confronto de ontem no Congresso. O senador Álvaro Dias admitiu ter visto o dossiê antes de sua divulgação. Dar destaque ao fato não implica tomar partido no noticiário, mas reconhecer a importância da declaração.

O “Estado” titulou na parte superior da capa: “Governistas acusam tucano de vazar dossiê dos cartões”.O senador afirmou ontem: “Na segunda, logo após a circulação da revista ‘Veja’ no domingo, desta tribuna afirmei ter visto o dossiê”.

Hoje o título (de sentido dúbio) da Folha é “Aliados pressionam tucano que admitiu ter visto dossiê” (alto da pág. A6). Se Dias conta a verdade, por que a Folha –e o conjunto ou parcela significativa do jornalismo– não publicou a declaração do senador assim que ele a fez? Por que só agora? (Por que não era pra ter vindo à tona! Era pra ficar escondido e botar a culpa no governo e derrubar a Dilma, a próxima presidente da república. Tudo em nome de garantir que tucanos continuem a ter o direito sagrado a serem comandantes da desgraça novamente nesse país!!! Alooou!)

O senador tem razão: ele está protegido por garantia constitucional de não revelar a fonte que lhe permitiu acesso ao dossiê. Essa prerrogativa deve ser defendida pela democracia. Ela assegurou revelações importantes, oriundas de parlamentares, que os cidadãos conheceram por meio do jornalismo.

Dúvida: Dias avisou FHC sobre o dossiê? Se não avisou, como houve chantagem? Quem foi chantageado? (Aloooou! FHC sabia de tudo, tava pronto pra botar seu nome na reta com coisinhas bobas para dar uma de cristo, e “cristianizou” a mulher de maland… ops! Sua esposa junto!)
Dias depois o coitado ainda tenta alguma resposta sobre as afirmações da Folha. Nessa altura o pobre coitado já sabe que a empresa na qual trabalha faz parte da armação, mas se mantém fiel a sua honestidade e ao seu cargo. Coitado. Pareço duro com o cara que foi o único honesto da história, mas a verdade é que não da mais para aturar, jornalismo hoje, graças às grandes corporações, é sinônimo de safadeza, BANDIDAGEM, como no caso desse dossiê tucano.

Seis dias atrás, a Folha manchetou: “Braço direito de Dilma montou dossiê”.

O relato continua a carecer de comprovação, e o jornal o flexibiliza. Hoje diz que a assessora “deu ordem para a compilação de dados”. Ou que ela “assumiu a ordem para a confecção de um ‘banco de dados'”. O “furo” da sexta virou, também, a “ordem para elaborar o banco de dados“.

de outro trecho:

Na sexta, a Folha informou que teve acesso ao dossiê e publicou trecho dele em fac-símile. Por que não permitiu que os leitores conhecessem, pelo menos na internet, a íntegra do documento, para tirarem suas próprias conclusões? O blog do Noblat faz isso agora. Ainda é tempo de o jornal fazer. (não era pra ter feito nem isso, seu néscio, é que o bicho esquentou por causa da Internet!!!)

O noticiário de hoje reforça a impressão de que governo e oposição se empenham no desgaste mútuo, mas nenhum está, realmente, disposto a investigar os gastos palacianos das gestões atual e passada. Se Álvaro Dias conheceu e repassou? um documento que considerava manipulação de informações sigilosas por funcionário público para fim de divulgação e chantagem, por que não denunciou o fato à Polícia Federal e pediu abertura de inquérito?(pede pra sair, pede pra sair!!!! hahahahaha! Ele nem era pra ter aparecido!)

O ex-ombudsman Mario Magalhães “foi saído” da Folha por causa disso. Quem assumir seu lugar, já sabemos, será um vendido, pronto a não desafiar os padrões da Folha na frente dos outros (e claro que não vai fazer de dentro também, vai ser um compadre só pra dar “aparência de independência”). A grande imprensa quando questionada do ponto de vista jornalístico prefere se livrar do jornalista a mudar de discurso. Está em campanha para derrubar o Brasil e eleger gente que enche seus bolsos. Exatamente como José Serra e a editora Abril.

Hoje se pode dizer, sem muito medo de errar, que não existe jornalista honesto nas redações dos jornais, no máximo existe o omisso, que está ali por que tem de alimentar os filhos (ou a si próprio, o que não deixa de ser um bom motivo 😛 ). De qualquer maneira, está suja a profissão. Hoje em dia jornalista é mais uma daquelas parcelas da população que ninguém confia, como a polícia e a justiça. (Aliás o entrelaçamento entre esses três atores: polícia, justiça e imprensa é um capítulo à parte). Infelizmente, quantos mais abaixam a cabeça para poder sobreviver, mais mal fazem a si mesmos, à sua classe, à sua profissão e, pior,  à população em geral. E por tal não devem ser perdoados. Serão cobrados.

Como é que alguém como Willian Waack pode cobrar providências do governo e falar de moral e instituições no jornal da TV e sair impune dessa armação?!?! Ele e sua organização não tem moral nem pra vender paçoca! O que é que a Globo ainda está fazendo no ar?!?!?!

Não, o senador homenzinho não chamou a polícia Federal. O que ele fez foi uma sujeira, tramou essa denúncia vazia para criar crise no governo e tentar mais um golpe na credibilidade de Lula e de quem mais possa sucedê-lo. Essa é a única maneira que esse grupelho de pessoas de mal caráter (leia-se tucanos) tem de ganhar a presidência nas próximas eleições. A única providência tomada foi o fim da posição de ombudsman da Folha.

Com relação ao senador Álvaro Dias e os jornalistas desses órgãos de imprensa, é importante que suas famílias, amigos e as pessoas nos lugares por onde eles passam estejam alertas, e reajam como tal, com nojo, diante de sua presença. É preciso reagir, mostrar a essas pessoas que estão fazendo mal. Sem violência, viu gente, que eu não quero ser processado. Apenas virem a cara.

Se tudo foi tramado pela imprensa em conluio com o senador Álvaro Dias é claro que ela não poderia deixar um de seus integrantes, o ex-ombudsman, desfazer o golpe!

Agora o pior de tudo. Por que estou tão danado com jornalistas, sendo sócio de um, namorado de outra e se tem tantos deles nesse blogroll aqui do lado ou mesmo em links aqui nesse post (aliás, gente como Luis Nassif foi muito importante para quebrar esse esquema safado)?

Por que a situação de golpe continua. A farsa do dossiê da Veja e de Álvaro Dias-PSDB-FHC (eles mesmo divulgaram uma falsa chantagem! É a auto chantagem! As manchetes deveriam ser: Tucanos se “auto chantageam!“) foi detonada mas a grande imprensa ao invés de mudar o viés continua pressionando com a história, fingindo que não ouviu e inventando novas mentiras para explicar suas armações. Isso força uma radicalização que ou leva à destituição da Ministra ou de sua funcionária falsamente acusada pela imprensa, ou leva à… a que? o que sobrou da imprensa? só vergonha, cabeça baixa, má fama…

Sinto muito, mas se não dá pra baixar a fervura, do meu lado quero logo a combustão!

Por vontade própria, vaidade, poder, ou necessidade pura e simples, eles escolheram um lado e se fecharam em barricadas ideológicas que se sustentam em sensacionalismo e mentira. Infelizmente a resposta será à altura.

(K)Ubuntu do dia: Kurumin-NG

abril 7, 2008

Essa é pra quem está curioso sobre o novo Kurumin: o Kurumi-NG, Nova Geração. O papel de parede não sei quem fez, mas ficou ótimo e o tema é muito bonito. O painel pode até lembrar o Windows XP na sua versão prata, mas não só é mais bonito como é mais poderoso. Vida Longa ao Kurumin

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