Quem quer doce?

No Blog do Alê Porto tem esse post:

Uma imagem que vale o desespero

Um docinho para quem descobrir o que representa essa imagem.

Uma dica: é o que tem deixado a oposição cada vez mais desesperada.

Marcadores: Desespero

Aliás, o Blog do Alexandre Porto é meu diazepam diário. Depois de quase infartar de raiva das campanhas mentirosas nas bancas de jornal, leio lá aquilo que acontece de verdade. Noticiado inclusive pela grande imprensa golpista em seus recônditos mais escondidos, para que o público, que não passa da primeira página, não leia.

Aqui vai a reprodução de outro post dele:

REPRODUZIDO DE http://www.aleporto.com.br/

A rejeição da classe média

Deu hoje no Globo: “A rejeição de setores da classe média ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva divide opiniões entre analistas políticos, embora ganhe conteúdo crítico entre profissionais liberais que integram essa camada social. Autor do estudo “Classe média: desenvolvimento e crise”, o economista Ricardo Amorim avalia que a falta de apoio desse segmento a Lula se dá por dois motivos: a perda de posição econômica e social nos últimos 15 anos e o preconceito contra um ex-operário.

Ao mesmo tempo que a classe média perdeu renda, poder de consumo e até reputação, ela nasceu atrelada ao progresso e ao interesse da elite. Como ela quer ser como os ricos, não reconhece o pobre como igual — avalia Amorim, para quem a insatisfação aumenta por causa do acúmulo de impostos. Quem arca com os impostos neste país é a classe média, porque o pobre não tem como pagar, e o rico tem como fugir — diz”.

Se essa análise estiver correta, eu me pergunto: Lula seria o responsável pela “perda de posição econômica e social da classe média nos últimos 15 anos”? Em grande parte a classe média cresceu atrelada ao emprego estatal. Aos quatorze salários, à estabilidade do emprego e às aposentarias integrais. E aqui também a responsabilidade do presidente Lula é nenhuma. Resta o preconceito contra um operário.

Hoje foi anunciada mais uma pesquisa Datafolha apontando Lula com uma ótima avaliação. 48% dos pesquisados consideram seu governo ótimo ou bom e apenas 15% ruim ou péssimo. Os 10 meses do terremoto midiático diante da crise nos aeroportos, não conseguiram arranhar a popularidade do governo. Os analistas políticos, os chamados formadores de opinião, estão sem opinião. Perdidos como cegos em tiroteio, atirando para todos os lados sem entender o que estaria acontecendo no país. O que não estaria dando certo em suas estratégias.

Um dado interessante levantado pela pesquisa é que 29% dos brasileiros que andam de avião consideram o governo ótimo ou bom. Estaria nesse grupo a pior avaliação do presidente. Apesar de ser um índice 19% menor que o média nacional, ainda é maior que as últimas taxas apresentadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (como pode ser conferido clicando aqui).

Demonstrando um quadro de absoluto desespero pessoal, Eliane Cantanhede chega a escrever em sua coluna “O inacreditável Lula” na Folha de São Paulo:

Antes, teflon. Agora, o que dizer? Um muro? Uma barra de aço? Lula parece imune à incompetência e à inação do seu governo na crise aérea. […] Além da paixão dos que o sentem como “um igual a nós”, Lula agrada aos muito ricos e dividiu a academia, os jornalistas e a internet, jogando na polarização: quem está com ele é do bem, de esquerda, a favor do povo; quem está contra o governo é da elite perversa e corrupta.

Quem será mesmo que está jogando na polarização? Um presidente que faz a massa salarial crescer 7%, nos últimos 12 meses; o consumo no varejo crescer 10% no mesmo período; o crédito mais de 20%; com os dados macroeconômicos que diariamente lemos no jornais; pode ser avaliado pela “crise aérea”? Como se esse fosse o problema mais importante do país? Como se Congonhas não tivesse sido transformado num hub nacional pelo governo anterior? Como se Lula fosse realmente o responsável pelas centenas de mortes nos dois acidentes aéreos?

Cantanhede já disse, em outros artigos, que acha perigoso para o país essa “suposta” polarização entre os ricos e pobres no Brasil. Talvez seja a defesa da teoria da “paz social” desde que vinculada à manutenção do staus quo. Se Lula representa a mobilização dos excluídos, em direção a uma maior participação na pirâmide, eu não acho nada perigoso. Essa turma é de paz e quer apenas uma fatia maior no bolo. E parece ser isso o que estamos presenciando no Brasil. Um eleitor de Lula no Nordeste disse ao Globo em setembro passado que a vida dele melhorou 30%.

No entanto, a classe média voltou às compras em Miami, com o dólar barato, e está comprando carros e imóveis como nunca no Brasil, com crédito farto e mais barato. Até mesmo a perda de posição econômica, apontada por Ricardo Amorim, parece estar se revertendo. Acho que resta mesmo é o preconceito contra o presidente operário, que tem a língua presa e com um dedo a menos na mão. Um presidente que em cerimônias oficiais fala a linguagem do povo, a mesma usada pela classe média em seus momentos de lazer.

“O cara diz que precisa comer o ovo, mas fica torcendo para a galinha não botar o ovo”, disse o presidente criticando os pessimistas de plantão, diante dos mais recentes dados industriais divulgados pelo IBGE. A galinha, presidente, vai continuar botando os ovos que eles não conseguiram botar em mais de 20 anos. E os formadores de opinião continuarão sem entender a lógica dos resultados das pesquisas e das urnas.

Quer melhor resposta a esses questionamentos que o comentário da empresária Marta Serrat, líder da fracassada passeada da vaia ontem na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro?

“A vaia do Maracanã não foi orquestrada. Foi uma manifestação do povo que paga imposto e que está descontente com o Bolsa Família, que incentiva a ociosidade. ”

Quem será mesmo que aposta na polarização?

Marcadores: Classe média, Datafolha, Eliane Cantanhede, Massa salarial, Preconceito

Leia o blog que vale a pena!

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