Mino Carta se retira do IG

Num post direto, curto e decisivo, um dos mais importantes e influentes jornalistas vivos, Mino Carta, abandona seu espaço no iG. Perdas desse tipo devem ser muito lamentadas.

Numa atitude de censura e falta de respeito o iG não só tentou destruir o profissional (Paulo Henrique Amorin) de forma a causar o maior dano possível a ele, como ainda por cima deu fim aos arquivos que faziam parte do blog. Vídeos, entrevistas, palestras, textos, tudo foi deletado sem explicação. Nem a Rede Globo joga fora seus materiais e todos os seus jornais, matérias, vídeos e etc. (independente do autor) que estão resguardados e passíveis de visualização e pesquisa. A demissão de jornalistas é uma prerrogativa, mas a destruição de sua passagem pelos portais e jornais não consta na história. A Globo – rainha do mal – manteve no ar o site de Franklin Martins e Luis Carlos Azenha depois de demitidos e até transferiu as matérias de suas autorias para seus novos endereços após isso se tornar tecnicamente possível. O iG não, jogou para matar.

Mino Carta dá assim mais um exemplo de coragem, assim como o fizeram Luis Nassif no caso Veja, Franklin Martins, o próprio PHA, Luis Carlos Azenha, etc.

O único senão nessa história toda é a reação de Nassif. Sou contra colocar a faca no pescoço dele, ele tem crédito – atualmente muito crédito mesmo! Mas a comunidade da internet tem sido solicitada por ele (e de bom grado têm atendido) na construção do Dossiê Veja. Também em sua repercussão. Poderia ser brindada com uma simples assertiva: “foi um exemplo de jornalismo esgoto” ou ainda o contrário: “Não foi nada, seus chatos, me deixem em paz“. Em cima do muro? Que dureza…

Dizer que o desligamento de PHA foi desastroso e deselegante (ainda que na linguagem de Nassif isso signifique “canalhas e filhos da puta”) 😛 pra mim não é suficiente. Foi ou não foi? O que ele pensa dos fatos? O que apurou como jornalista? Isso tem a ver com o que ele tem descrito? Ou não?!?! O jornalista não pode ser questionado? Pode sim, essa é a diferença da internet.

O caso – na minha opinião – tem tudo a ver com o Dossiê Veja elaborado por ele (onde além de Veja ele relata passagens ocorridas em O Globo, Folha, Jornal do Brasil, etc. Por que não tocar no IG?!?!?!). A mistura da copa com a cozinha, o assassinato de reputações, a utilização dos selas e outros muitos elementos deste caso são ilustrações típicas do que Nassif tem nos brindado com grande competência. Custava apenas ter apontado isso?!

Eu não entendo, mas, como disse, Nassif tem crédito. Ele pegou um dos maiores touros da história do jornalismo PIG pelos chifres e o fez vergar-se. O “calor” que suporta em função disso só pode ser, muito de longe, imaginado por mim.

Parabéns a Mino, Azenha, Nassif, PHA e etc. é só por eles que o subtítulo desse blog não é “tirem a imprensa dos jornalistas!”.

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